13 signos ou constelações. A questão de Ofiúco

 


🜂 Zodíaco Sideral (Natural) e a Questão do 13º Signo — Ofiúco, o Serpentário

A Faixa Zodiacal

A faixa zodiacal é uma região do céu limitada por dois paralelos de latitude celeste: um a 8,5° ao norte e outro a 8,5° ao sul da eclíptica — o caminho aparente do Sol. É por essa faixa que transitam o Sol, a Lua e os planetas visíveis, com exceção de Plutão, cuja órbita inclinada em 17° o faz sair dessa zona em determinados momentos.
Atualmente, a faixa zodiacal atravessa 24 constelações.


Zodíacos Tropical e Sideral

Tanto o Zodíaco Tropical quanto o Zodíaco Sideral tomam a eclíptica como círculo de referência.
A diferença entre ambos está na definição do ponto zero de Áries:

  • No Tropical, o ponto zero coincide com o Equinócio da Primavera (no hemisfério norte).

  • No Sideral, ele foi originalmente fixado por Hiparco, por volta do século II a.C., tomando como base a constelação de Áries.

Importante distinguir:

  • Constelações são áreas irregulares do céu, delimitadas por estrelas visíveis.

  • Signos são divisões geométricas da eclíptica — doze setores de 30°, definidos a partir do ponto vernal.


Origem das Constelações e do Zodíaco Sideral

Desde cerca de 6000 a.C., povos antigos observaram o céu para marcar o ritmo das estações. Notaram que, a cada primavera, as mesmas estrelas reapareciam no horizonte ao pôr do Sol, servindo de referência para a agricultura e os rituais.
Com o tempo, esses agrupamentos estelares receberam nomes de divindades e mitos, originando as primeiras constelações zodiacais.


Áreas das Constelações

As fronteiras entre constelações foram definidas de maneira intuitiva e estética, sem critérios astronômicos uniformes.
Essa imprecisão gera ambiguidades — especialmente sobre o ponto inicial da constelação de Áries, tomado por Hiparco e depois fixado por Ptolomeu.


Signos Siderais de Elongações Diferentes

A eclíptica muda lentamente sua posição em relação ao fundo estelar devido à precessão dos equinócios.
Com isso, ela atravessa diferentes setores das constelações ao longo dos milênios, criando signos siderais de tamanhos desiguais.

Hoje, o Sol percorre 13 constelações zodiacais ao longo de seu caminho aparente anual:

Peixes, Áries, Touro, Gêmeos, Câncer, Leão, Virgem, Libra, Escorpião, Ofiúco, Sagitário, Capricórnio e Aquário.

Contudo, isso não afeta a Astrologia Ocidental Tropical, que trabalha com o zodíaco fixado nos ciclos sazonais e não nas constelações visíveis.


O Mal-Entendido do “13º Signo”

A polêmica sobre o “13º signo” surgiu entre astrônomos que confundiram signos tropicais (segmentos geométricos da eclíptica) com constelações (regiões celestes).
Em verdade, o Sol atravessar a constelação de Ofiúco não implica a criação de um novo signo.

A Astrologia Tropical, usada no Ocidente, divide a eclíptica em 12 partes iguais de 30°, a partir do ponto vernal — independentemente das estrelas de fundo.
Essa estrutura foi formalizada por Hiparco e sistematizada por Ptolomeu, permanecendo válida até hoje.


A Questão do Calendário Agrícola de Maria Thun

O calendário biodinâmico de Maria Thun baseia-se em um zodíaco sideral de elongações diferentes, derivado das constelações fixadas no tempo de Ptolomeu.
Contudo, ele não considera o deslocamento da eclíptica ao longo dos séculos.
Se o critério fosse coerente com a própria Astronomia, Ofiúco deveria ser incluído entre as constelações zodiacais usadas nesse sistema.

Essa incongruência — eternizar um mapa celeste do século II — mantém o calendário preso a uma configuração antiga do céu, desatualizada frente à precessão dos equinócios.


O Movimento de Precessão e as Eras Astrológicas

O eixo da Terra sofre um lento movimento de precessão: cerca de 50 segundos de arco por ano, completando um ciclo de 25.800 anos.
Isso faz o ponto vernal mover-se 1 grau a cada 71,6 anos, mudando gradualmente de constelação.

  • Durante os últimos 2000 anos, o ponto vernal esteve em Peixes.

  • Agora, aproxima-se de Aquário, marcando a transição entre eras.

Como as fronteiras das constelações não são fixas nem astrológicas, não há consenso sobre a data exata de início da Era de Aquário.


Ophiuchus — O Serpentário

Ofiúco (em latim Ophiuchus, “o portador da serpente”) ocupa uma vasta região celeste entre Escorpião e Sagitário.
É uma constelação antiga e única: sua figura atravessa outra constelação — Serpens, dividida em duas partes (Serpens Caput e Serpens Cauda).

Mitologia

Ofiúco é associado a Asclépio (Esculápio), filho de Apolo e da mortal Corônis.
Educado por Quíron, tornou-se o maior curador da Antiguidade, capaz até de ressuscitar os mortos.
Temendo o desequilíbrio entre vida e morte, Zeus fulminou-o com um raio, mas o elevou aos céus como constelação — símbolo do poder da cura e da sabedoria espiritual.

Astrologia

Se houvesse um signo de Ofiúco, ele corresponderia aproximadamente ao período entre 29 de novembro e 17 de dezembro.
Seu arquétipo simbolizaria o curador iniciático, o ser que enfrenta as forças da vida e da morte, transmutando veneno em medicina.

Astronomia

Ofiúco contém numerosas estrelas e objetos notáveis, como:

  • Rasalhague (Alpha Ophiuchi) — “A cabeça do encantador de serpentes”.

  • Cebalrai (Beta Ophiuchi) — gigante alaranjada a 82 anos-luz.

  • Vários aglomerados globulares (M9, M10, M12, M14, M19, M62).

  • A famosa Estrela de Barnard, uma das mais próximas da Terra.

  • A Estrela de Kepler, supernova de 1604.


Conclusão

A controvérsia do “13º signo” nasce de um equívoco de linguagem entre Astronomia e Astrologia.
As constelações pertencem ao campo da observação celeste;
os signos, ao domínio simbólico e cíclico da consciência.

Ofiúco permanece como uma ponte entre ambos — lembrando que o Céu, em sua vastidão, é mais rico do que qualquer sistema, e que os símbolos não se limitam às fronteiras das estrelas.



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Zodíaco Sideral (natural). A questão do 13 signo: Ofiúco ou Ophiuchus, o Serpentário


Faixa zodiacal


faixa zodiacal é uma faixa do céu limitada por dois paralelos de latitude celeste: um situado a 8,5º ao norte e o outro a 8,5º ao sul da Eclíptica, por onde sempre se deslocam Sol, a Lua e os planetas, exceto Plutão que nem sempre está nesta faixa ao ter uma inclinação orbital de 17º.


Os Zodíacos Tropical e  Sideral tomam a eclíptica como círculo de referência. A diferença está na definição do ponto zero de Áries, que no Zodíaco Sideral foi definido por Hiparco em torno do seculo II a.C. como ponto zero da Constelação de Áries. Ainda que as constelações foram criadas muito antes de Hiparco, este foi o primeiro, que se tem notícias, que formalizou seus nomes e áreas.

Origem do Zodíaco sideral


A nomeação das primeiras constelações foi em torno de 6000 a.C., na busca de identificar o ciclo das estações. Com o desenvolvimento da agricultura, percebeu-se que o ciclo das plantas pode ser associado ao ciclo das estações, assim para ter melhores colheitas se deveria plantar em determinado período do ano e colher em outro.


Os antigos observando o céu perceberam que durante a Primavera, no pôr do Sol, aparecia o mesmo conjunto de estrelas no leste, assim como no alto da noite, durante a Primavera, sempre tinha as mesmas estrelas no meio do céu. Estas agrupações de estrelas com o tempo foram recebendo nomes homenageando aos deuses e suas ações, o que deu lugar aos nomes das primeiras constelações zodiacais.


Áreas das constelações


A ambiguidade na definição das constelações está nos critérios usados para determinar suas áreas, ao parecer puramente intuitivo e estético e outra ambiguidade na escolha do ponto zero da constelação de Áries como já foi refletido.








Faixa Zodiacal atravessa 24 constelações


Na atualidade o Sol ao longo do seu movimento aparente anual (eclíptica), passa por treze constelações (constelações zodiacais): Pisces, Aries, Taurus, Gemini, Cancer, Leo, Virgo, Libra, Scorpius, Ophiuchus, Sagittarius, Capricornus e Aquarius.



Porque a Astrologia Sideral das constelações de elongamentos diferentes eterniza as elongações das constelações no tempo de Ptolomeu e não usa as elongações das constelações segundo indica a projeção da eclíptica no fundo estelar no momento em que a pessoa nasce ou se mexe com esta Astrologia?


Na atualidade, o Sol passa pelas constelações nas seguintes datas (eclíptica atual):






O zodíaco sideral não deveria ser atualizado seguindo o movimento da eclíptica no tempo? Porque eternizar um zodíaco sideral que aconteceu num determinado momento da história do céu, no caso o Céu de Ptolomeu?


É importante assinalar, que devido ao movimento de precessão do eixo da Terra, o ponto vernal (ponto zero do signo de Áries) tem um movimento retrógrado e com ele a eclíptica também se movimenta. Pelo que a eclíptica cortará as áreas das constelações que estão no seu caminho por diferentes setores estelares a medida que passa o tempo. Na atualidade, por exemplo, a eclíptica pega uns poucos graus da constelação de Escorpião e inclui grande parte da constelação de Ofiúco, que não está associada a nenhum significado astrológico até agora.



A questão do 13 signo: Ofiúco ou Ophiuchus, o Serpentário





Na minha opinião a Astrologia sideral que se baseia no zodíaco sideral de elongações diferentes deveria sim considerar a constelação de Ofiúco. Como? 


Não tenho a mínima ideia. 


Estou à espera de resposta dos astrólogos sideralistas que usam este zodíaco de elongações diferentes. 


A astrologia que se pratica no Brasil e na América, que eu conheço, nada tem a ver com a Astrologia sideral do zodiaco de elongações diferentes. A maioria dos astrólogos ocidentais que conheço praticam a Astrologia tropical, referenciada ao zodíaco tropical e quando mais a Astrologia sideral dos signos siderais de elongações iguais (30º).


Os astrônomos que trouxeram esta questão como um ponto fraco da Astrologia ocidental desconhecem o conceito de zodíaco tropical, explicado em detalhes mais acima. 


Já eu mesmo quando estudante de física tinha notado esta aparente incoerência, e também fiz minhas críticas públicas, mas no meu caso era pura ignorância e dificuldade de dedicar tempo a algo que pensava na época não valia a pena.


Na astrologia tropical que toma como referência o zodíaco tropical em nada é considerado o fundo estelar e sua relação com o movimento retrógrado do ponto vernal e o movimento da eclíptica no tempo, já que o zodíaco tropical é definido a partir da projeção no fundo estelar do ponto vernal, e os signos são determinados pela divisão da eclíptica em 12 partes iguais a partir do ponto vernal.


Assim não importa se a eclíptica tem de fundo a constelação de Ofiúco ou qualquer outra. Esta ideia já vem do próprio Hiparco, desenvolvida depois por Ptolomeu e todos os astrólogos-astrônomos até o dia de hoje.


Minha hipótese sobre este comentário do 13º signo que vem ocupando a mídia nos últimos anos é puro desconhecimento por parte dos astrônomos, confundindo o conceito de signo zodiacal tropical com o de constelação zodiacal.


A questão do 13º signo, na verdade, deveria ser formulada como a 13º constelação zodiacal, aqui se tem razão assinalar a necessidade de atualizar as elongações das constelações tendo em conta o movimento da eclíptica. Mas na verdade, esta fragilidade do conceito de constelações zodiacais já era conhecida desde os antigos, o que inspirou a criação do conceito de zodíaco tropical que define os 12 signos astrológicos com os quais trabalha a astrologia ocidental tropical.


Qualquer dúvida por favor entre em contato.

O ponto Vernal na atualidade


Na atualidade não há nenhuma estrela muito importante, próxima do ponto Vernal que se encontra no início da constelação de Peixes. As mais próximas visíveis a olho nu de São Paulo, são Gama Peixes (mag 3,7 a 4,5 graus de distância) e iota Cetus (mag 3,5 a 10 graus de distância).



Zodíaco sideral de constelações de 30º


O Zodíaco sideral pode ser definido como os doze signos siderais que se obtém quando se divide a eclíptica em doze partes iguais de 30º a partir do ponto zero da Constelação de Áries.


O ponto fraco deste zodíaco é como é escolhido o ponto zero da constelação de Áries. 



Dificuldade em determinar as idades e momentos das Eras astrológicas. Movimento de Precessão. Movimento da Eclíptica.


O eixo da Terra apresenta um movimento de precessão, a 50 segundos de arco a cada ano, o que equivale a um grau a cada 71,66 anos, perfazendo um giro completo em 25 800 anos e *30 graus em aproximadamente 2150 anos (duração de uma Eras astrológicas).

Este movimento é devido em 68% a influência da Lua e em 32% a influência gravitacional do Sol.


O movimento de precessão do eixo da Terra é o responsável pelo deslocamento retrógrado do ponto vernal que nos últimos 2 000 anos tem percorrido a constelação de Peixes segundo definição de Ptolomeu.


Chama-se de Era Astrológica ao período de tempo em que o Ponto vernal (Zero do signo de Áries) leva para percorrer a elongação zodiacal de uma constelação, da qual leva seu nome. Estamos no fim da Era de Peixes e início da Era de Aquário, o que significa que o ponto vernal (zero do signo de Áries) está passando da constelação de Peixes para a constelação de Aquário.

A constelação onde se encontra o ponto vernal determina a vibração geral desse período que dura em torno de 2000 anos.



A questão é que ainda não se definiu um critério astrológico para definir o início, prolongação e fim das constelações.


Outra questão é que com o movimento da eclíptica as constelações vão lentamente mudando suas elongações. Então como fazer? Se no início da Era a constelação que a denomina é uma e no fim é outra?


Os cálculos que tenho conhecimento das Eras partem das constelações eternizadas por Ptolomeu, ou dos zodíacos siderais deduzidos das efemérides planetárias do tempo de Ptolomeu.  


Em 1930 a União Internacional dos Astrônomos, definiu oficialmente as áreas das Constelações a partir do modelo de Ptolomeu e é com estas informações que os calculistas trabalham. Mas porque privilegiar este modelo?


Podemos também nos perguntar porque tomar o ponto zero da constelação de Áries de Ptolomeu (Hiparco) como verdadeiro? Qual o critério que ele usou para o definir? Talvez ele tenha sido definido por um critério puramente intuitivo ou estético.


Mas, qual seria um critério válido para definir o ponto zero da constelação de Áries?


O critério usado pelos pesquisadores do assunto é tomar o ponto zero das efemérides antigas do tempo dos gregos apoiadas em efemérides mesopotâmicas.

Para determinar a data de início das eras astrológicas, tem que se definir o ponto zero da constelação de Áries e o critério de extensão e fronteiras das constelações. Na atualidade ainda não há consenso em relação a estes pontos, por isso não é possível calcular o início da Era de Aquário ou qualquer outra era. 


Sei que alguns pesquisadores já fizeram seus cálculos para a determinação do início da Era de Aquário:

Zodíaco Sideral (natural). A questão do 13 signo: Ofiúco ou Ophiuchus, o Serpentário

A questão do 13 signo é devida ao desconhecimento da diferença entre os conceitos de: signo zodiacal tropical, signo sideral e signos siderais de elongações diferentes (ou chamados também de signos astronômicos).

Estes últimos signos não são usados na Astrologia, ao não ser pelos seguidores de MARIA TUM no "Calendário Agrícola da Antroposofia", que no meu entender está errado ao caírem na mesma falacia dos astrônomos, por pura ignorância da Astrologia ocidental tropical.

Faixa zodiacal

faixa zodiacal é uma faixa do céu limitada por dois paralelos de latitude celeste: um situado a 8,5º ao norte da Eclíptica  e o outro a 8,5º ao sul da Eclíptica, por onde sempre se deslocam Sol, a Lua e os planetas, exceto Plutão que nem sempre está nesta faixa ao ter uma inclinação orbital de 17º em relação a eclíptica. A Faixa Zodiacal atualmente atravessa 24 constelações.

Zodíacos Tropical e  Sideral

Os Zodíacos Tropical e  Sideral usados na Astrologia ocidental tomam a eclíptica como círculo de referência para o posicionamento do Sol, da Lua e dos planetas.

Observe que existe uma diferença ente constelações que são áreas e signos que são segmentos da eclíptica.

Vejamos com mais detalhe o conceito das áreas das constelações, o movimento da eclíptica e os conceitos de signo tropical e sideral para entender a falacia do 13 signo.

Origem das constelações e do Zodíaco sideral

A nomeação das primeiras constelações foi em torno de 6000 a.C., na busca de identificar o ciclo das estações. Com o desenvolvimento da agricultura, percebeu-se que o ciclo das plantas pode ser associado ao ciclo das estações, assim para ter melhores colheitas se deveria plantar em determinado período do ano e colher em outro.

Os antigos observando o céu perceberam que durante a Primavera, no pôr do Sol, aparecia o mesmo conjunto de estrelas no leste, assim como no alto da noite, durante a Primavera, sempre tinha as mesmas estrelas no meio do céu. Estas agrupações de estrelas com o tempo foram recebendo nomes homenageando aos deuses e suas ações, o que deu lugar aos nomes das primeiras constelações zodiacais.

Áreas das constelações

A ambiguidade na definição das constelações está nos critérios usados para determinar suas áreas, ao parecer puramente intuitivo e estético.

Signos siderais de elongações diferentes

Devido ao movimento da eclíptica no tempo ela corta as áreas das constelações em partes diferentes em dependência do tempo, gerando signos siderais de elongações diferentes em função do tempo.

Na atualidade o Sol ao longo do seu movimento aparente anual (eclíptica), passa por treze constelações (constelações zodiacais): Pisces, Aries, Taurus, Gemini, Cancer, Leo, Virgo, Libra, Scorpius, Ophiuchus, Sagittarius, Capricornus e Aquarius.

Na atualidade, o Sol passa pelas constelações nas seguintes datas (eclíptica atual):

Mas isto nada tem a ver com a Astrologia ocidental tropical que trabalha com o conceito de signo zodiacal tropical, cuja definição em nada depende das constelações.

O signo tropical zodiacal com que a maioria de nós está habituado e que é usado para definir o signo solar de nascimento usado na elaboração de horóscopos é definido sobre a eclíptica e se toma como ponto zero de Áries o ponto Vernal (equinócio da primavera par o hemisfério norte), veja que na definição de signo zodiacal tropical não se usa para nada as constelações. Assim o conceito de 13 signo não tem jeito algum de ser associado á Astrologia que praticamos.

A questão do Calendário Agrícola de Maria Tum

Porque o Calendário A. de Maria Tum que se apoia no conceito das constelações de elongamentos diferentes eterniza as elongações das constelações no tempo de Ptolomeu e não usa as elongações das constelações segundo indica a projeção da eclíptica no fundo estelar no ano em que se constrói o Calendário agrícola de Maria Tum?

O zodíaco sideral de elongações diferentes não deveria ser atualizado seguindo o movimento da eclíptica no tempo como assinalam os astrônomos? Porque eternizar um zodíaco sideral que aconteceu num determinado momento da história do céu, no caso o Céu de Ptolomeu?

Esta pergunta deveria ser respondida pelos seguidores de Maria Tum... já eu mesmo escrevi para ela e seus seguidores faz uns 25 anos e ainda não recebi resposta, e o pior ainda o Calendário é construído acima deste zodíaco errado.

É importante assinalar, que devido ao movimento de precessão do eixo da Terra, o ponto vernal (ponto zero do signo de Áries) tem um movimento retrógrado e com ele a eclíptica também se movimenta. Pelo que a eclíptica cortará as áreas das constelações que estão no seu caminho por diferentes setores estelares a medida que passa o tempo. Na atualidade, por exemplo, a eclíptica pega uns poucos graus da constelação de Escorpião e inclui grande parte da constelação de Ofiúco, que não está associada a nenhum significado astrológico até agora.

Na minha opinião se os seguidores de Maria Tum quisessem ser coerentes deveriam sim considerar a constelação de Ofiúco.

Estou à espera de resposta dos astrólogos sideralistas que usam este zodíaco de elongações diferentes (Maria Tum e antroposóficos).

A astrologia que se pratica no Brasil e na América, que eu conheço, nada tem a ver com a Astrologia sideral do zodíaco de elongações diferentes.

A maioria dos astrólogos ocidentais que conheço praticam a Astrologia tropical, referenciada ao zodíaco tropical e quando mais a Astrologia sideral dos signos siderais de elongações iguais (30º).

Os astrônomos que trouxeram esta questão como um ponto fraco da Astrologia ocidental desconhecem o conceito de zodíaco tropical, explicado em detalhes mais acima.

Na astrologia tropical que toma como referência o zodíaco tropical em nada é considerado o fundo estelar e sua relação com o movimento retrógrado do ponto vernal e o movimento da eclíptica no tempo, já que o zodíaco tropical é definido a partir da projeção no fundo estelar do ponto vernal, e os signos são determinados pela divisão da eclíptica em 12 partes iguais a partir do ponto vernal.

Assim não importa se a eclíptica tem de fundo a constelação de Ofiúco ou qualquer outra. Esta ideia já vem do próprio Hiparco, desenvolvida depois por Ptolomeu e todos os astrólogos-astrônomos até o dia de hoje.

Serpentário (Ophiuschus)

Feitas estas considerações, não consigo deixar de pesquisar se as pessoas nascidas entre 29 de novembro e 17 de dezembro não tem características que poderiam ser associadas a simbologia de Serpentário. Risos.


Mitologia

Ophiuchus (o portador de serpentes) faz referencia a Esculápio (latin) ou Asclépio (grego). Ele era filho de Apolo e da mortal Corônis, quem por medo de ser abandonada quando velha, uniou-se a Isquis, ainda grávida de Apolo. Por este motivo, o deus a matou e retirou a criança de seu ventre e entregou-a aos cuidados de Quiron, quem o adoto como discípulo e o fez o médico mais famoso da antiguidade, que tinha poder até tirar as pessoas da morte. Plutão temendo que ninguém entre os mortais morresse, fulminou ao curandeiro, mas homenageando sua importância entre os humanos o colocou no céu junto às serpentes.


Astrologia

Inspirado nesta associação com a mitologia as pessoas com o Sol em Serpentário poderão ter o dom da cura e inclinação para a medicina.

Astronomia

Trata-se de uma constelação que ocupa grande zona do céu, apresentando muitos pontos de interesse. Inclui algumas das nuvens de estrelas mais ricas da Via Láctea. 

Ofiuco, ou Serpentário como também é conhecida, é uma das constelações mais antigas do e representa um homem que segura uma grande cobra e a única, de entre todas as 88 oficializadas, cujo desenho se sobrepõe ao de outra. A figura do homem constitui a constelação de Ofiúco, enquanto a Serpente que ele segura representa uma outra, independente - a constelação da Serpente. A imagem de Ofiúco "corta" a constelação da Serpente em duas partes: Serpens Cauda (a cauda da Serpente) e Serpens Caput (a cabeça da Serpente). A área que sobrepõe a Serpente a Ofiúco, pertence à constelação de Ofiúco.

A 9 de Outubro de 1604, Ofiuco recebeu a supernova mais recente da nossa galáxia. Conhecida como estrela de Kepler, durante várias semanas brilhou mais do que Júpiter.

Estrelas e objetos do céu profundo

O genitivo, usado para formar nomes de estrelas, é Ophiuchi.

Alpha Ophiuchi - Esta estrela tem o nome próprio Rasalhague, de uma expressão árabe que refere "a cabeça do encantador de serpentes". É uma dupla física (a proximidade entre as estrelas que a constituem é real) demasiado difícil de se observar separada nas componentes individuais através de telescópios modestos. Encontra-se a 47 anos-luz de distância.

Beta Ophiuchi - Também tem o nome próprio Cebalrai, de uma expressão árabe que se refere ao "cão do pastor" - isto porque os Árabes antigos visualizavam representações celestes distintas das modernas, nesta área do céu: a estrela Alpha da constelação pertencia à figura de um pastor, enquanto que a Beta fazia parte do desenho do cão do pastor. Esta é uma gigante alaranjada com uma magnitude de 2,8 que se encontra a 82 anos-luz de distância da Terra.

M 9, 10, 12, 14, 19 e 62 - Representam todos eles grupos globulares que oferecem diferentes exemplos de concentrações de estrelas. M 9 e M 14 são ricos, enquanto que M 10 e M 12 são mais vagos. M 19 é oval e M 62 tem um contorno um pouco invulgar. Podem todos eles ser observados com binóculos, mas para melhor os apreciar é necessário um telescópio de 150 mm ou superior.

RS Ophiuchi - Esta nova recorrente entrou em erupção em 1898, 1933, 1958, 1967, 1985 e 2006. A sua magnitude mínima é de 11,8 e pode chegar a 4,3 durante as explosões. Encontra-se a cerca de 5000 anos luz de distância.

Estrela de Barnard - Ela foi descoberta por Edward Barnard (igualmente famoso por ter compilado um catálogo de nebulosas escuras) em 1916, sendo o movimento aparente desta anã vermelha o maior de todas as estrelas conhecidas. Apresenta uma magnitude de 9,5 e encontra-se a seis anos luz de distância da Terra, sendo assim a mais próxima, depois do sistema de Alpha Centauri.

NGC 6572 - Esta é uma nebulosa planetária com uma magnitude de 8,1, também conhecida como Nebulosa Berlinde Azul, devido à sua forma e tonalidade. Apresenta dimensões reduzidas e pode ser observada com telescópios modestos.



Elsa M. Glover ( 2638 d.C)., Max Heindel (2654 d.C), Shepherd Simpson (2680 d.C)





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