Casas em Altas Latitudes
🌗 5. Casas em Altas Latitudes
Questão:
Nos polos, certos sistemas de casas (como Placidus) deixam de funcionar matematicamente.
Como interpretar mapas de quem nasce sob essas condições?
Chave de reconciliação:
As casas são modos de espacializar o tempo.
Quando o espaço extremo desafia a matemática, o símbolo pede outra escuta.
Casas iguais ou solares recordam que o essencial é o ritmo, não a fórmula.
Quando os Sistemas de Casas Falham — Latitudes que Desafiam Placidus e Outros Métodos Temporais
Nem todos os sistemas de casas lidam bem com os extremos do planeta.
Placidus, por ser um sistema baseado na divisão do tempo de ascensão dos graus do zodíaco, enfrenta limites naturais quando o Sol deixa de nascer ou se pôr de maneira regular — algo que ocorre nas latitudes muito altas.
🌐 A partir de que latitude Placidus começa a falhar?
De forma geral:
-
Acima de ~60° de latitude Norte ou Sul, Placidus começa a apresentar irregularidades.
-
Acima de ~66° 34’ (o Círculo Polar Ártico e Antártico) o sistema se torna matematicamente inaplicável para diversas posições do zodíaco.
-
Em latitudes acima de 70° a impossibilidade se torna praticamente constante:
muitos signos simplesmente não ascendem ou levam horas infinitas para cruzar o horizonte — condição que torna impossível a divisão temporal proposta por Placidus.
Por quê?
Porque Placidus depende do ritmo do nascer e do pôr do Sol.
Mas nos polos:
-
há dias em que o Sol não se põe (Sol da meia-noite)
-
outros em que ele não nasce por semanas
-
e muitos graus do zodíaco jamais tocam o horizonte local
Assim, não há tempo a dividir — logo, não há casa calculável.
🧭 Cidades e regiões onde Placidus falha (ou falha parcialmente)
Aqui estão alguns exemplos de regiões onde o sistema começa a entrar em crise, até se tornar impossível:
Entre 60° e 66° de latitude (problemas começam a aparecer)
-
Anchorage, Alasca (EUA) — ~61° N
-
Reykjavík, Islândia — ~64° N
-
Tromsø, Noruega — ~69° N (já na zona crítica)
-
Murmansk, Rússia — ~69° N
Nessas cidades os signos começam a ascender com grande irregularidade; algumas casas ficam extremamente comprimidas ou dilatadas.
Acima do Círculo Polar (66°34’) — funcionamento frequentemente impossível
-
Longyearbyen, Svalbard (Noruega) — 78° N
-
Barrow / Utqiaġvik, Alasca — 71° N
-
Nuuk, Groenlândia — 64° mas com forte distorção (em certas épocas)
-
Vardø, Noruega — 70° N
E em latitudes extremas:
Regiões do Ártico e Antártica (70° a 90°)
-
Bases de pesquisa da Antártida (McMurdo, Amundsen-Scott)
-
Estações polares russas e canadenses
Nessas regiões, Placidus, Koch e Topocêntrico deixam de ser aplicáveis durante longos períodos do ano.
🌀 Quais sistemas permanecem funcionais em altas latitudes?
-
Casas Iguais
-
Casas Solares
-
Campanus
-
Regiomontanus
-
Sistema do Horizonte (Azimutal)
Esses métodos baseados no espaço, e não no tempo de ascensão, continuam coerentes mesmo onde o Sol desafia a regularidade.
✨ Chave de Reconciliação — O Símbolo Além da Geometria
O essencial não é o método, mas o ritmo.
Quando o Céu congela o tempo ou estende a luz até meia-noite, ele nos obriga a lembrar:
As casas são a respiração simbólica do horizonte.
Quando o horizonte deixa de seguir o seu padrão, o símbolo exige outra forma de escuta.
Por isso, em regiões onde Placidus não funciona, a tradição nos ensina a escolher sistemas que preservem o sentido, e não apenas a matemática.
Comentários
Postar um comentário